BARBA DE MOLHO, BARBAS.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

por WALMARI PRATA CARVALHO

Diz o dito popular, ”A corda sempre arrebenta do lado mais fraco”. Esta assertiva se faz presente em todo o território brasileiro, e, em especial no setor público. A falsa moralidade midiática é a alavanca propulsora de degolas dos que estão no lado mais fraco da corda. Somente ocorrem quando o degolado não é compadre, camarada de partido, ou especiais aliados. Hipocrisia que aflora como resposta reparadora que, assim mesmo somente é acionada em razão da força da imprensa que escancara os fatos. A resposta reparadora apesar de focar numa correção, na realidade tem seu objetivo maior, na preservação do estatuo político. Quando o agente não faz parte do balaio do clã é imediatamente degolado e defenestrado, para evitar que o mal se alastre chegando por precipitação a gestores maiores. O povo acomodasse com respostas imediatas e drásticas suficientes para que deixem de pensar em profundidade nas causas do fato gerador da degola. O boi foi dado às piranhas. A fome foi saciada, mas, as causas continuam.
Maravilhoso seria que as medidas fossem igualitárias, infelizmente não ocorre assim, o corporativismo, algumas alianças, as dividas de campanha, as querências blindam grupos ou pessoas que passam incólume em seus deslizes. Neste País o pau que dá em Chico, não é o mesmo que dá em Francisco. Esta condição é rotineiramente escancarada na mídia, Dirceus, Paloocis, mensalão, CPI da ALEPA.
Ninguém, principalmente o governo desconhece as condições dos serviços públicos disponibilizados a sociedade no que diz respeito principalmente a pessoal, equipamentos, e, prédios públicos. Todos sabem o que enfrenta o servidor de ponta no atendimento das demandas de serviços caóticos. Quem será o maior culpado, aquele que não fornece as condições humanas de trabalho seguro, ou o servidor que em risco de vida procura improvisar para que o Estado não pare. Exonerar os agentes prisionais é hipocrisia. Todos falharam; a família da menor que não a soube criar; a menor que, de como menor tem o reconhecimento de nossas ultrapassadas leis, mas, carrega a malicia de um adulto, pois, se inocente realmente fosse teria ida apenas uma única vez ao encontro dos detentos, e, teria feito a denuncia como agora fez; o Estado falhou antes, ao não detectar esta família (da menor) desagregada deixando de agir com seus conselhos tutelares preventivamente ou com seus setores afins; o Estado falhou ao não construir muros ou qualquer impeditivo para coibir o ir e vir de pessoas e presos dentro de um regime carcerário, e, falhou ao não suprir com mão de obra suficiente a guarda do Sistema Penitenciário colocando em risco a vida dos poucos que lá se encontravam, e, que mesmo assim foram exonerados.
O problema é conjuntural, mas, em razão dele se execra a opinião publica 20 guardas penitenciários, e, a promissora carreira de um Major da PM. Será que alguém deveria mesmo ser exonerado; quem?

Belém, 21 de setembro de 2011.

WALMARI PRATA CARVALHO

0 comentários:

Postar um comentário

 

Posts Comments

©2006-2010 ·TNB